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A casa deveria ser o lugar mais seguro para a mulher neste período de quarentena, mas não é o que ocorre quando a violência também está confinada no mesmo ambiente. “Não só a ONU Mulheres, mas relatórios de direitos humanos da Human Rights Watch apontam para os impactos da violência de gênero em época de covid-19, em especial o risco de violência contra as meninas e contra as mulheres”, alerta a promotora.

Segundo ela, é preciso lembrar que o isolamento e o confinamento, mesmo fora desta pandemia de Covid-19, já é considerado uma forma de violência. “O isolamento é utilizado pelos agressores como uma forma de controle psicológico, a fim de ampliar e manter o poder deles sobre as mulheres. Também é considerado um fator de risco para as mulheres porque reduz o contato social da vítima com seus amigos, com seus familiares, reduz as possibilidades dessa mulher se defender, sair de uma situação de violência doméstica, criar uma rede de apoio e buscar ajuda.”

Companheiros e ex-companheiros figuram entre 88,8% dos casos de índice de feminicídio. Dentro de casa, as meninas também estão dentro de um cenário muito arriscado de violência sexual, assim como as mulheres idosas, que são agredidas pelos filhos adultos dentro deste cenário de maus tratos.

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