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Pesquisa é realizada mensalmente pelo SindiVarejista em parceria com a FecomercioSP; aumento foi de 12,9%

 O faturamento do comércio varejista na região de Campinas atingiu R$ 4,8 bilhões em abril, alta de 12,9% em relação ao mesmo mês de 2017 e representa o melhor desempenho do estado. Essa cifra foi a maior para um mês de abril desde 2014. Nos quatro primeiros meses do ano, houve elevação de 11,1% e, no acumulado de 12 meses, crescimento de 6,4%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com o SindiVarejista de Campinas e Região.

A região de Campinas se destacou e apresentou melhor desempenho em comparação com outras áreas do estado (12,9%). Na comparação de abril de 2017 com o mesmo mês de 2018, a região de Guarulhos registrou alta de 12,4%, seguido de Taubaté, 11,4%, e Jundiaí, 8,5%. A região com  pior resultado foi Presidente Prudente: aumento de 3,8% nas vendas. A média do estado de São Paulo foi de 7,3%.

 

Das nove atividades pesquisadas, apenas duas tiveram queda nas vendas se comparado a abril do ano passado. São elas: lojas de vestuário, tecidos e calçados (-8,2%); e supermercados (-2,5%), com impacto negativo de 1,5 ponto porcentual (p.p.) no desempenho geral.

 

Por outro lado, os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (175,8%); de concessionárias de veículos (28,1%); e de outras atividades (12,1%) tiveram os maiores crescimentos. Juntos, contribuíram com 11,9 p.p. para o resultado do mês.

 

Segundo a presidente do SindiVarejista, Sanae Murayama Saito, o bom momento do varejo até abril é explicado pela continuidade positiva do tripé de variáveis determinantes do consumo (inflação, emprego e crédito) que contribuiu para manter em patamares razoáveis os níveis de confiança das famílias e das empresas. “Entretanto, essa melhoria merece ser observada com maior atenção a partir de maio, quando os impactos da paralisação dos caminhoneiros refletiram de maneira sensível na percepção dos consumidores em função das altas já detectadas nos preços de vários itens essenciais”, disse.

 

Sanae também explica que os bons resultados mostrados até abril, as frequentes turbulências políticas em ano eleitoral, cercadas por muitas incertezas e gerando volatilidade diária nos mercados, podem a partir de maio mostrar impactos sobre o cenário econômico conjuntural. “A avaliação dos resultados de vendas de maio será para se começar a definir, com mais precisão, as tendências para o varejo até o fim do ano”.

 

Atividade Faturamento
real
*
abr-18/
abr-17
(%)
acumulado
no ano
(%)
acumulado
12 meses
(%)
Autopeças e acessórios 134.828 17,1 10,8 11,5
Concessionárias de veículos 759.724 28,1 17,9 14,0
Farmácias e perfumarias 412.491 9,3 6,5 7,7
Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos 363.883 175,8 135,5 43,5
Materiais de construção 355.215 15,5 7,4 2,1
Lojas de móveis e decoração 79.493 7,6 14,9 8,4
Lojas de vestuário, tecidos e calçados 305.232 -8,2 -2,2 0,1
Supermercados 1.412.254 -2,5 2,6 1,7
Outras atividades 974.602 12,1 6,6 4,1
Total do Comércio Varejista 4.797.722 12,9 11,1 6,4
(*) a preços de abril/2018
Fonte dos dados primários: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo
Metodologia e cálculos: FecomercioSP

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