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Um tema que muitas vezes passa despercebido pela sociedade, mas que requer nossa atenção: as “pequenas cidades” que existem dentro dos municípios, que são conhecidas como condomínios e residenciais fechados horizontais.
Muitas pessoas optam por ­esses locais por diversos motivos: infraestrutura, paisagismo, arquitetura, modelos de imóveis, lazer, e principalmente, pela sensação de segurança.
A experiência em consultoria de segurança há mais de 25 anos permite afirmar que a maioria dos moradores de condomínios no Brasil acreditam que câmeras, alarmes e portaria são suficientes para a proteção. Será que isso é verdade?
Infelizmente não. Embora a tecnologia seja uma ferramenta importantíssima para aumentar a eficácia da segurança, as ameaças do lado de dentro do condomínio são mais recorrentes.
Nos últimos tempos, assistimos diversas ocorrências dentro de condomínios que demonstram claramente o problema da segurança intramuros, como os especialistas costumam chamar. Mortes por acidentes automobilísticos nos condomínios têm sido notícias constantes na mídia.
Há alguns dias, mais um caso gravíssimo: um possível racha em um condomínio de altíssimo padrão na cidade de Vinhedo. Dois jovens com dois carros em alta velocidade quase atropelaram um trabalhador do residencial e acabaram colidindo com uma árvore.
Os problemas não param por aí! Atos de desinteligência, dejetos de animais nas ruas, animais soltos e o alto consumo de drogas acontecem com frequência dentro dos condomínios. E os moradores ainda acreditam que os riscos estão “lá fora”.
Existem mecanismos para diminuir esses episódios através de serviços de inteligência e uso de tecnologia, que só são realmente eficazes quando necessariamente atrelados à colaboração de todos os moradores, tornando realmente os condomínios em “pequenas cidades” seguras.
Assaltos, roubos e furtos também existem, mas acontecem com menor frequência.
Ainda temos muito o que nos preocupar com os problemas de segurança causados pelos próprios moradores.

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