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Serviços essenciais têm medidas mais restritivas/Foto: Lázara Paes Leme

Os 20 prefeitos que compõem a RMC (Região Metropolitana de Campinas) , reunidos na manhã desta sexta-feira, 19, decidiram descartar a implantação de fechamento total das atividades (Lockdown), 19, com o objetivo de conter o avanço da pandemia da Covid-19. Não houve consenso sobre esta medida mais dramática, porém eles decidiram implantar na RMC o Toque de Recolher, que já está em vigor em Campinas. Sobre a proposta de antecipação de feriados, medida já adotada pela capital paulista, também não houve acordo entre os prefeitos e, por enquanto, isso não será feito.

Entre os problemas citados para a implantação do Lockdown está a dificuldade de suspender o transporte público, o que criaria dificuldades para as pessoas que vão continuar trabalhando nas atividades emergenciais, com saúde, farmácias e supermercados, que atenderão por delivery.

Situação da doença na cidade

Em Campinas, há aproximadamente 160 pessoas à espera de leitos em enfermaria ou UTI para tratamento da covid-19, nos hospitais públicos e um número parecido nos hospitais particulares, segundo informou o secretário municipal de Saúde, dr Lair Zambon.

O prefeito de Campinas, que há alguns dias propôs o lockdown para toda a Região Metropolitana de Campinas disse que sabe das dificuldades de implantar uma medida tão rigorosa, principalmente no que diz respeito ao deslocamento de pessoas que trabalham em atividades essenciais. Somente na área de saúde, aproximadamente 25 mil pessoas precisariam se deslocar diariamente para trabalhar e, em caso de fechamento total, o transporte público e paralisado.

Também há um número de pessoas que não têm carro e precisam se deslocar para tomar a vacina, que não será suspensa durante um eventual lockdown.

Além da RMC, muitos prefeitos de outras regiões do estado de São Paulo solicitaram ao governador João Dória para que implantasse o fechamento total em todo estado, o que foi descartado, ao menos por enquanto.

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