2º Seminário Retrofit Urbano do SindusCon em São Paulo tem comitiva de Campinas

No Seminário de Retrofit Urbano foram apresentadas experiências internacionais na requalificação de imóveis e uso do espaço urbano

Comitiva Campinas no Seminario Retrofit Divulgacao
Comitiva Campinas no Seminário Retrofit/ Divulgação

2º Seminário Internacional de Retrofit Urbano, realizado pelo SindusCon-SP no último dia 17 de março, em São Paulo, contou com as presenças de secretários e técnicos da Prefeitura de Campinas. O seminário focou no debate sobre a requalificação urbana, o retrofit de edificações e a revitalização de áreas centrais consolidadas, a partir da apresentação de experiências internacionais e nacionais de referência. O evento reuniu arquitetos, urbanistas, integrantes dos governos municipal e estadual, representantes do setor imobiliário e da construção civil, além de especialistas brasileiros e internacionais.

Na programação houve a apresentação de quatro projetos internacionais de destaque, executados em Londres e Paris, que representam diferentes abordagens de retrofit e reurbanização, incluindo experiências recentes e projetos consolidados com longa trajetória de qualidade urbana.

A comitiva de Campinas foi composta pela secretária de Urbanismo, Carolina Baracat Lazinho; pelo secretário de Planejamento, Marcelo Collucinni; pela secretária-adjunta de Urbanismo, Monna Hamssi Taha de Divitiis; pelas arquitetas Daniela Zacardi de Almeida Camargo e Rafaella Ribeiro Violato; pelo diretor técnico da Cohab Campinas, Pedro Leone Luporini dos Santos; pela gerente de Aprovações EHIS da Cohab Campinas, Alessandra Oliveira Garcia e pelo arquiteto do Condepacc da Prefeitura de Campinas, Pedro Francisco Rossetto.

“O seminário evidenciou que o retrofit se consolida como uma estratégia fundamental para o futuro das cidades brasileiras, ao aliar sustentabilidade, requalificação urbana e o cumprimento da função social da propriedade”, afirmou a secretária de Urbanismo de Campinas, Carolina Baracat.

A diretora adjunta da Regional Campinas do SindusCon-SP, Marina Benvenutti, acompanhou a comitiva no seminário. A participação da delegação de Campinas ocorreu a convite do diretor da Regional do SindusCon-SP, Marcio Benvenutti.

No período da manhã foram realizadas diversas palestras e apresentações. O evento foi encerrado, no período da tarde, com um debate mediado por Marcos Gavião, coordenador do seminário e diretor adjunto de Imobiliário do SindusCon-SP. Ele abriu a palavra para Claudio Bernardes, ex-presidente do Secovi-SP, que destacou o projeto Battersea como referência para o Brasil. Segundo ele, trata-se de um bem tombado que foi aproveitado de forma exemplar, conciliando preservação e requalificação. Bernardes ressaltou que, no Brasil, as restrições ainda são elevadas, muitas vezes inviabilizando iniciativas semelhantes e defendeu que o patrimônio pode ser transformado sem perder sua essência, com boa governança.

O palestrante Sebastien Ricard afirmou que o sucesso do Battersea está diretamente ligado ao pacto entre poder público e iniciativa privada, modelo que, segundo ele, o Reino Unido executa com eficiência. Destacou que a transformação não se limitou ao edifício, mas envolveu toda a requalificação do entorno urbano, com forte atuação das autoridades no controle e planejamento do território. Ricard também ressaltou a importância do faseamento das obras, permitindo ajustes conforme as condições de mercado, o que garante flexibilidade entre usos comerciais e residenciais ao longo do tempo.

Mauricio Bianchi, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, afirmou que projetos de retrofit dificilmente se viabilizam sem apoio institucional e condições adequadas de financiamento, como subsídios ou juros mais baixos. Ao questionar Ricard sobre o impacto do retrofit na geração de empregos, especialmente para profissionais fora do mercado, o arquiteto destacou que um dos desafios foi justamente selecionar empresas qualificadas e que a mão de obra envolvida era majoritariamente experiente, com profissionais entre 30 e 50 anos de atuação na construção civil.

Elisabete França, secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, destacou as diferenças no processo de aprovação de projetos entre Londres e São Paulo, apontando maior flexibilidade no modelo britânico. Segundo ela, enquanto Londres discute soluções para uma cidade altamente adensada, no Brasil ainda há resistência a edificações de maior porte. Defendeu a necessidade de enfrentar o debate sobre adensamento urbano e planejamento adequado às demandas contemporâneas. Marcos Gavião reforçou a importância de maior flexibilidade ao longo da execução dos projetos, destacando que ajustes são inevitáveis durante as obras e devem ser incorporados ao processo.

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