Bruno Mariani volta ao palco em Campinas com‘Colchão de Ver Estrelas’

Espetáculo será nos dias 28 e 29 de março em Campinas

Colchao de ver estrelas Cena Divulgacao
Colchão de ver estrelas_Cena/Divulgação

O monólogo Colchão de Ver Estrelas, do Coletivo Emaranhados, volta a ser apresentado em Campinas por Bruno Mariani nos dias 28 de março, às 20 horas, e 29 de março, às 19 horas, no Espaço
Cultural Maria Monteiro. Com entrada gratuita, o espetáculo oferece audiodescrição e interpretação de Libras ao vivo no dia 28.
No palco, o ator Mariani, dirigido por Érika Cunha, interpreta histórias que cruzam os corredores da assistência pública e os invisíveis becos da cidade, compartilhando sua experiência afetiva com pessoas em situação de rua, com as quais atuou por meio do Consultório na Rua de Campinas. Segundo o ator, este campo de trabalho também alicerçou a pesquisa para sua tese de doutorado, “A aposta no encontro para a produção de redes de produção de saúde”, defendida em 2016 na Unicamp.

“A dramaturgia foi levantada a partir de improvisações em sala de ensaio, dialogando com histórias vistas, vividas e ouvidas”, explica Mariani. No texto, pessoas, histórias, tempos, imaginações, fantasias se misturam em uma expressão afetiva da construção de sua própria experiência.
Entre sofrimento, poesia e loucura, o espetáculo promove reflexões sobre o que toca o ser humano em histórias invisibilizadas que dialogam profundamente com o que constitui suas margens emocionais, corporais e sociais.  “Essas reflexões disparam nosso processo criativo colocando um olhar singular para nossa experiência com essas pessoas, para nossa experiência – pessoal e coletiva – com a loucura,” ressalta o ator e sanitarista, que usa a arte como trincheira de luta em defesa da vida e da dignidade.

Formado em Artes Cênicas pela Unicamp e médico sanitarista com longa trajetória na Saúde Coletiva que vai para a rua, Bruno mostra, por meio da dramaturgia ficcional, a realidade de quem sonha num Colchão de Ver Estrelas. Em forma de homenagem, cria como personagem principal um escritor que, entre seu confinamento e a rua, transbordase na criação de “seus filhos” – pássaros que contam o que viram e o que viveram, enquanto migram entre cidades. “Tensionado entre a clausura do quarto e a liberdade da rua, entre a necessidade da escrita (da ordem) e do esquecimento (do caos), nosso escritor  deriva numa nublada margem entre história, memória e delírio”, pontua o ator.

 

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