Secovi Campinas participa de reunião do Conselho de Habitação e reforça apoio ao acesso a moradias

Secovi Campinas atua localmente com suporte técnico para garantir segurança jurídica e impulsionar habitação de interesse social

Secovi Campinas Divulgacao
Foram apresentados avanços da política de Regularização Fundiária Urbana, além de metas para a revisão da legislação urbana /Secovi Campinas 

No último dia 25 de março, a diretora de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano da Regional Secovi-SP em Campinas, Carina Cury, participou da 4ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Habitação de Campinas, acompanhando de perto as iniciativas da administração municipal voltadas à ampliação do acesso à moradia.
Durante o encontro, foram apresentados avanços da política de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), além de atualizações e metas para a revisão da legislação urbana relacionada à habitação de interesse social.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Habitação, cerca de 21.358 imóveis foram regularizados até fevereiro de 2026.
A regularização fundiária tem papel estratégico ao integrar núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial da cidade, garantindo aos moradores o título de propriedade e acesso a serviços essenciais. A iniciativa também contribui para a redução de conflitos fundiários, melhoria das condições habitacionais e valorização imobiliária das áreas contempladas.
Atualmente, Campinas possui 546 núcleos mapeados no âmbito da Reurb, sendo a maior parte enquadrada na modalidade de interesse social (Reurb-S), destinada à população de baixa renda. Apesar dos avanços, o município ainda enfrenta um desafio significativo: cerca de 70 mil imóveis permanecem em situação irregular, o que reforça a necessidade de continuidade e ampliação das políticas públicas no setor.

Apoio técnico 

Para Carina Cury, o apoio técnico do Secovi-SP é fundamental para aprimorar o ambiente regulatório e estimular novos investimentos. “É imprescindível contribuir com a Secretaria de Habitação na construção de uma legislação equilibrada, que traga clareza e estabilidade. Isso é essencial para atrair investimentos do setor privado e viabilizar parcerias com o poder público, como as PPPs (Parcerias Público-Privadas)”, afirma.
Segundo a diretora, a atuação da entidade também envolve o fornecimento de dados atualizados sobre custos de construção e demandas habitacionais. “Levamos informações técnicas que ajudam o Conselho a calibrar as políticas públicas de acordo com a realidade do mercado de habitação de interesse social em Campinas”, completa.

Integração com outras políticas habitacionais

Além da regularização fundiária, a reunião abordou a integração com outras frentes estratégicas da política habitacional, como a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) e a futura regulamentação da regularização edilícia.
A proposta é ampliar o alcance das políticas públicas, garantindo não apenas a titularidade dos imóveis, mas também melhores condições de segurança, salubridade e acessibilidade. A ATHIS prevê assistência técnica gratuita para famílias de baixa renda, incluindo elaboração de projetos e acompanhamento de obras. Já a regularização edilícia deverá estabelecer critérios para adequar construções existentes às normas urbanísticas vigentes.

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