Chuva em Campinas mobiliza equipes para reparos em várias regiões
A chuva que atinge Campinas desde a madrugada desta terça-feira, 1º de setembro, causou as quedas de seis árvores e três galhos, um destelhamento e dois alagamentos na av. Heitor Penteado, na área do Taquaral. No decorrer do dia, várias equipes da Prefeitura estão mobilizadas para contabilizar os prejuízos, providenciar os reparos e ajudar a população atingida.

Os centros de educação infantil (CEIs) Aurora Santoro, no Jardim Ipaussurama, e Maria Beatriz Carvalho Moreira, no Jardim dos Oliveiras, iniciaram o dia sem energia elétrica após galhos de árvores atingirem as fiações nos bairros. O serviço já foi restabelecido nas duas unidades e não houve impactos nas atividades.
Durante o temporal na madrugada, houve a queda de um toldo na área externa da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Floriano Peixoto, na Vila Orosimbo Maia. Ninguém ficou ferido, nenhuma atividade foi afetada, e a equipe de manutenção foi acionada para realizar o reparo.
De acordo com Defesa Civil, até as 9h, choveu 31 mm e a velocidade do vento foi de 29,6 km. Equipes da Prefeitura estão nas ruas para retirar árvores, liberar vias e orientar o trânsito.
Ocorrências:
– As quedas de árvores foram registradas na Cidade Universitária (rua Miguel Ziggiati e rua Aristides Lobo), Vila Lídia (rua Doutor Tito Joaquim de Lemos), Vila Brandina (rua Elvino Silva), Jardim das Paineiras (rua Rachid Elias Zakia), Jardim Guanabara (rua Camargo Paes).
– As quedas de galhos foram no Jardim das Paineiras (rua Hermínio Humberto Bertani), no Jardim América (rua Angelino Gregório) e no Jardim São Carlos (rua Helena Steimberg).
– 1 destelhamento no Jardim Paraíso (rua José de Campos Sales).
– 2 alagamentos na Av. Heitor Penteado, sendo 1 de madrugada na área do antigo Kartódromo e outro por volta das 8h nas proximidades do portão 1 da entrada da Lagoa Taquaral. Equipes da Emdec estiveram no local para sinalizar interdição e desvio.
Radar meteorológico
A cidade conta com um radar meteorológico metropolitano no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), na Unicamp, em operação desde dezembro de 2025 e com alcance de 100 quilômetros a partir da região onde está instalado. Também conta com quatro dos oito drones previstos, equipados com câmeras térmicas, e binóculos infravermelhos utilizados pela Defesa Civil.
Alertas
A população recebe alertas sobre situações de risco por diferentes canais, como celulares, SMS e painéis digitais. Os sistemas são utilizados, por exemplo, para avisos relacionados a alagamentos e outros eventos extremos.
Refúgios climáticos e hidratação
A rede de refúgios climáticos começou a ser implantada em Campinas para proteger a população durante períodos de calor extremo, como praças, bibliotecas e outros equipamentos públicos. O objetivo é oferecer sombra, ambientes climatizados, bebedouros e estrutura de acolhimento.
Entre as medidas está a instalação de 40 bebedouros em diferentes pontos da cidade. Foram instalados sete equipamentos, sendo quatro na Lagoa do Taquaral, no bairro Taquaral; um no Bosque da Paz Yitzhak Rabin, no Jardim Madalena; um no Parque Ecológico Benevenuto Tilli, no Jardim São Domingos; um no Bosque dos Jequitibás, no Bosque. Os próximos pontos contemplados serão Parque Dom Bosco, no Vida Nova; e no Bosque Chico Mendes, no Parque Santa Bárbara.
Onde a população pode pedir ajuda:
Ligue 199, da Defesa Civil, para alagamentos, inundações e quedas de árvores;
Ligue 118, da Emdec, para emergências de trânsito;
Ligue 193, dos Bombeiros, para incêndios e outras emergências.
Ligue 156, da Prefeitura, para solicitar vistoria para poda e/ou extração de árvores