Dose única da vacina contra febre amarela garante proteção para toda a vida
Vacina contra febre amarela: Recomendação atual do Ministério da Saúde elimina necessidade de reforço a cada 10 anos

Especialistas de saúde reforçam a importância da vacinação contra a febre amarela/Imagem Divulgação
O Brasil e diversas áreas das Américas são consideradas regiões endêmicas para a doença. Embora os casos estejam concentrados em áreas específicas, o fluxo constante entre zonas urbanas e regiões de risco aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.
Dados recentes acendem o alerta: o estado de São Paulo confirmou seis casos de febre amarela silvestre em humanos até 23 de abril de 2026, com três óbitos registrados. Os casos foram identificados principalmente no Vale do Paraíba, em municípios como Lagoinha e Cunha, além da região de Sorocaba, como Araçariguama. Todos os pacientes confirmados não tinham histórico de vacinação, e o perfil predominante é de homens expostos a áreas rurais e silvestres.
“A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão direta entre humanos. No entanto, a presença de vetores tanto em áreas rurais quanto urbanas reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção”, explica a infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, dra. Sylvia Freire.
A vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que ainda não foram imunizadas. A ampliação da cobertura vacinal é fundamental para evitar a reurbanização da doença e proteger a saúde coletiva.
Apesar da sua gravidade e potencial letalidade, a febre amarela não é a arbovirose mais frequente no Brasil, ficando atrás de doenças como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, especialistas alertam que a evolução pode ser rápida e, em casos graves, apresentar alto risco de morte.
Para conhecer mais sobre o Grupo Sabin, acesse o site