Operação da CPFL e Polícia Civil flagra fraude de energia em adega de Campinas

CPFL encontrou adulteração em medidor de estabelecimento no Jardim Professora Tarcila; proprietário foi preso em flagrante durante a ação

A CPFL Paulista realizou nesta quinta-feira (20) uma operação para apurar fraude no fornecimento de energia em uma adega em Campinas, SP. A ação contou com apoio da Polícia Civil após equipes da distribuidora identificarem indícios de furto de energia no estabelecimento, próximo a sede da CPFL.

Segundo a empresa, o imóvel operava com rede trifásica e o medidor permanecia ativo, mas apresentava adulterações em seus mecanismos internos, o que comprometia a medição correta do consumo.

A perícia técnica foi acionada para avaliar a irregularidade e o proprietário foi preso em flagrante.

“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirmou Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.

De acordo com a distribuidora, fraudes e ligações clandestinas de energia — conhecidas popularmente como “gatos” — comprometem a segurança da rede elétrica, afetam a qualidade do fornecimento e colocam a população em risco.

 

Crimes que encarecem a energia

O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.

No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.

 

Tecnologias contra irregularidades

Além das denúncias feitas por consumidores, a CPFL Paulista tem ampliado o uso de tecnologias voltadas ao combate a fraudes e ligações clandestinas. Em 2025, a distribuidora destinou R$ 90,2 milhões para medidas de blindagem da rede elétrica.

Entre as soluções adotadas estão a instalação de caixas invioláveis em unidades com histórico de reincidência, medidores coletivos instalados no alto de postes e, no segmento industrial, conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.

“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, afirma o gerente.

 

SERVIÇO

Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.

 

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