Pedreira do Chapadão será palco do espetáculo gratuito Sussurros da Terra

Com apoio da Secretaria de Cultura de Campinas, sessões acontecem sábado (25/7), às 16h, no Parque Luciano do Valle, na Vila União, e domingo (26/7), às 16h, na Pedreira do Chapadão. A entrada é franca

Apresentacao evolui no movimentar da terra e na escuta do proprio corpo Divulgacao Paula Arielly
A apresentação evolui no movimentar da terra e na escuta do próprio corpo /divulgação/Paula Arielly

O Coletivo Efêmeras (Unicamp/Campinas) faz apresentações em dois parques de Campinas (SP) no próximo fim de semana. O espetáculo de dança Sussurros da Terra terá sessões no sábado (25/7), às 16h, no Parque Luciano do Valle, na Vila União, e no domingo (26/7), às 16h, na Pedreira do Chapadão. A entrada é gratuita.

Sob a concepção, dramaturgia e direção de Heloísa Duria Cavalheiro, que também protagoniza o espetáculo, a cena conta com a participação dos músicos Guilherme Corrêa Viégas (violoncelo) e Maiara Fernandes (violão e percussão).

De acordo com Heloísa Cavalheiro, a essência do espetáculo se apresenta no movimentar da terra, que perpassa a história de cada ser, e na escuta do próprio corpo para também reconhecer o quão plural pode ser a ancestralidade. Além de ser sentida por meio da angústia, do carinho, da saudade e da aflição que atravessam a experiência humana, a terra pisada no presente é, simultaneamente, marcada pelas memórias do passado e pelas possibilidades do futuro.

“A narrativa do espetáculo se constrói muito a partir da saudade. Como a saudade é um sentimento que nutrimos por experiências boas, a história da minha família se revelou muito presente durante o processo criativo: pessoas que cresceram e viveram grande parte da vida no ambiente da roça, estabelecendo uma relação íntima com a terra. O fato de essa relação se mostrar tão presente nos meus sentidos, nas imagens, nas emoções e na minha dança constitui uma das grandes espiralidades que estou vivenciando”, destaca a intérprete.

Outro grande destaque da montagem é a dupla de músicos em cena. Além de servir como embasamento artístico para a criação e a inspiração da própria performance dançada, a música ao vivo se torna essencial para a construção da atmosfera, consolidando-se como um convite para o público mergulhar ainda mais no espetáculo. Afinal, nos movimentos expressivos da dança, a trilha sonora entra para realçá-los com acentos e também nos silêncios.

“Os músicos em cena podem ajustar o tempo, a dinâmica (intensidade), o ritmo ou até improvisar para responder às nuances da dança, criando um diálogo vivo, algo bem diferente do que o som mecânico pode fornecer. A melodia é a ‘voz’ principal da música e, nesse espetáculo, ela soa nos instrumentos de corda. As melodias e letras das músicas escolhidas são potentes e carregam parte da narrativa. Por serem amplamente conhecidas pelo público, criam-se laços de sensibilidade entre artistas e plateia”, avalia a violonista e percussionista Maiara Fernandes.

Ao se expor em cena, qual mensagem a protagonista gostaria de deixar para o íntimo do público? “A de questionarmos a vida e a existência em toda a sua complexa simplicidade. Eu escolhi direcionar minha dança para pesquisar sobre como mover a terra e, no fim, perceber que ela também nos movimenta. Que as relações ancestrais e as do momento presente também podem ser atravessadas pela influência da terra. Estar em comunhão uns com os outros é uma das mais belas raízes que temos”, finaliza Heloísa.

Programação

Sábado (25/7), às 16h, no Parque Luciano do Valle (Rua Paulo Vianna de Souza, 2050, Parque Residencial Vila União, em Campinas | SP)
Domingo (26/7), às 16h, na Pedreira do Chapadão (Rua Dr. Alcídes Carvalho, s/nº,  Jardim Chapadão, em Campinas | SP)

Quanto: Entrada franca
Classificação indicativa: livre
Importante: As apresentações contam com acessibilidade em audiodescrição

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