ACP pede ações inclusivas para portadores de Parkinson

Pedido de apoio e de atenção ao Parkinson ocorreu durante sessão especial na Câmara de Campinas. No Brasil atualmente são 500 mil portadores da doença

ACP Participantes da homenagem RonconGracaCom
ACP_ Participantes da homenagem/Roncon&Graça.Com

Em sessão especial realizada na Câmara Municipal de Campinas, na quarta (27), a convite do vereador Luis Yabiku (Republicanos), a diretoria da Associação Campinas Parkinson (ACP) apresentou um painel da doença e solicitou ao legislativo campineiro ações de inclusão e apoio aos parkinsonianos. Participaram da sessão, portadores da doença, diretores e associados da ACP, seus familiares e profissionais da área de saúde, especializados em Parkinson. A estimativa atual é que no Brasil existam 500 mil pessoas com Parkinson e no mundo serão 17 milhões com a doença até 2040.

Falaram na sessão, a presidente da ACP Sandra Fontealba; a médica neurologista e fundadora da entidade Elizabeth Quagliato; a fisioterapeuta e voluntária Venera Cardoso e Luis Rocha, parkinsoniano, fundador e idealizador do canal Tulipa Mais.

Na avaliação da presidente, Sandra Fontealba, com a visibilidade proporcionada pela presença da Associação Campinas Parkinson na sessão especial da Câmara de Campinas, a entidade espera poder contribuir com sugestões ao poder público nas políticas de saúde, com a experiência de 19 anos de atuação. “A inclusão social ainda é um dos maiores desafios para os portadores de Parkinson”.

A presidente da ACP, Sandra Fontealba, afirmou que a doença de Parkinson está crescendo no mundo e parcerias importantes com o poder público fortalecem a causa. “Estamos desenvolvendo um trabalho de acolhimento, de orientação às pessoas e também promovemos palestras, rodas de conversa, atividades de exercícios físicos e motores, com vários especialistas no tratamento da doença. Esse espaço aqui na Câmara de Campinas, é um marco importantíssimo na história da Associação, que publicamente apresenta o seu trabalho”.

A médica Elizabeth Quagliato explicou que o Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais frequente e tem que ser diagnosticada corretamente, nas fases mais iniciais. “Temos várias opções de tratamento, que incluem medicações, fisioterapia, terapia ocupacional e apoio para essas pessoas e suas famílias. O início da doença pode ocorrer antes dos 60 anos de idade. É uma doença que temos condições de tratar. A ACP atua há anos ajudando as pessoas com Parkinson, para que possam ter mais acesso aos tratamentos, acompanhando essas pessoas e apoiando seus familiares e cuidadores”, acrescentou.

Perfil

A Associação Campinas Parkinson foi fundada em 15 de setembro de 2007 e é uma entidade sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública municipal. Sua missão é ajudar e compreender a enfermidade, o tratamento e os recursos existentes para a melhoria da qualidade de vida da pessoa com Parkinson e de seus familiares. Seu objetivo é acolher, apoiar, informar e incluir, por meio de eventos, palestras, festas, passeios e orientações dos direitos do portador da doença.

 

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