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As vendas do setor de serviços foram as que continuaram a apresentar, no mês passado, os saldos mais negativos, como Bares e Restaurantes (-23,5%) e Turismo e Transportes (-12%). O e-commerce cresceu 29% na comparação com 2020. A inadimplência, que  teve uma redução de 17,31% em Campinas, representa R$ 53,6 milhões de endividamentos

Os dados de abril de 2021 da Boa Vista – SCPC, referentes ao faturamento do comércio em Campinas, que foi de R$ 171,1 milhões, apresentam uma redução de 17,45% em relação a março (R$ 207,3 milhões), e de 9,5% na comparação com abril de 2020 (R$ 189,1 milhões). Na Região Metropolitana de Campinas, a perda no comércio varejista é de R$ 433,3 milhões no faturamento entre janeiro a abril de 2021, atingindo um saldo negativo R$ 5.482,0 bilhões no período de janeiro de 2020 a abril de 2021 (últimos 15 meses).

“Vale lembrar que, em abril, em função do agravamento da pandemia da Covid-19, os setores de comércio e serviços sofreram redução no horário de funcionamento e na capacidade de público, por determinação do Governo do São Paulo, que instaurou as fases “Emergencial” e de “Transição”. Essas restrições de funcionamento do comércio para as lojas físicas afetaram de forma agressiva as vendas do varejo”, explica o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins. Em Campinas, as vendas físicas registraram faturamento de R$ 630 milhões em abril de 2021, representando 90,5% do resultado obtido em abril de 2020, de R$ 696,10 (perda de 9,5%). Na RMC, o faturamento foi de R$ 1,5 bilhão, ou 90,57% do montante de abril de 2020 (R$ 1,657 bilhão, com perda de 9,43%).

Nas vendas de bens não duráveis, supermercados (10,2%), postos de combustíveis (6,2%) e drogarias e farmácias (4,2%), foram os que apresentaram os melhores resultados no primeiro quadrimestre de 2021. Nas vendas de bens duráveis, o segmento de materiais de construção evoluiu em 1,2%; enquanto o de vestuários sofreu queda de 5,3% e o de móveis e lojas de departamentos tiveram redução de 1,30%. As vendas de serviços tiveram saldos bastante negativos em bares e restaurantes (-23,5%) e em turismo e transportes (-12%), também no quadrimestre. Considerando apenas abril de 2021, as principais vendas foram as de ovos de Páscoa (2%); vestuário e calçados (1,8%), bebidas (1,7%) e eletrodomésticos (1%). 

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