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  Mostra traz ao público obras produzidas por usuários do Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira e será aberta virtualmente nos dias 25 e 26 de setembro; visitas presenciais acontecem em fase posterior  

Fechado desde março deste ano pela pandemia causada pelo coronavírus, o Instituto Pavão Cultural, em Barão Geraldo, retoma parcial e, por ora, virtualmente, suas atividades no final deste mês, com “Trama Incomum”, exposição realizada em parceria com o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Serão exibidas obras do acervo do Museu Vivo Cândido Ferreira produzidas pelos usuários da instituição a partir da década de 1990, ainda no âmbito do hospital psiquiátrico, até os dias atuais, em ateliês de arte ou como parte da terapia domiciliar.    

Os arquitetos Teresa Mas e Mario Braga, gestores do Pavão que assinam a curadoria junto com a artista visual Cecília Stelini, do Museu Vivo Cândido Ferreira, chamam a atenção para o valor não apenas artístico, mas documental, do projeto. “Esse acervo faz parte da história do processo de luta antimanicomial e da busca de um tratamento solidário, afetivo e inclusivo aos portadores de sofrimento mental, luta essa em que o Cândido é referência para todo o Brasil”, comenta Teresa.   

“Trama Incomum” traz lonas pintadas em grandes formatos (1,60×1,60m), paninhos bordados “muito pequenos e delicados”, retratos impressos em tecido e retrabalhados com materiais diversos pelos próprios retratados, máscaras grafitadas e envelopes desenhados com poesia. “São obras produzidas por cerca de 40 artistas. O número não é exato pois há trabalhos feitos a muitas mãos e por pessoas de quem se perdeu o contato”, diz Braga.   

A mostra será aberta em dois dias, apresentando virtualmente o show de voz e violão “Águas de dentro”, dos músicos Guga Costa e Breno Lopes, gravado semana passada no Pavão, com inserção de clipes de vídeo-dança criados por Hellen Audrey e Raquel Gouvêa, dialogando com o espaço e as obras. O show será transmitido pelos canais do Pavão no Youtube e no Facebook (veja no quadro abaixo). Na sexta, dia 25, às 15h, será exibida uma versão pocket, seguida de uma conversa com o público sobre a exposição, via Zoom (link para a sala fornecido via chat durante a apresentação). No sábado será transmitido o show completo, às 20h, igualmente seguido de bate-papo via Zoom para os interessados.    

Durante as transmissões será solicitada uma contribuição financeira dos espectadores, que poderá ser feita em ambiente seguro e certificado, por meio de QR Code e transferência bancária. “Em ambos os dias faremos uma introdução sobre a exposição e a importância desse apoio para a nossa manutenção, das oficinas do Cândido, e também para a remuneração dos músicos, nesses tempos tão difíceis para a cultura”, explica Teresa.   

As obras poderão ser conferidas em imagens e vídeos curtos que o Pavão divulgará em suas redes sociais ao longo do período da mostra, que vai até 21 de novembro de 2020. Um vídeo de visita mediada por arte-educadora sobre “Trama Incomum” deve ser gravado em breve, com todo o conteúdo da exposição.    

Nas semanas seguintes à abertura, sempre às quartas-feiras, às 15h, haverá uma série de rodas de conversa entre artistas e profissionais da saúde promovidas pelo Pavão com participação virtual do público, que abordarão, entre outros temas, arte e o contexto da saúde mental; trabalho dos atelieristas de espaços de saúde mental; luta antimanicomial; Museu Vivo e memórias do Cândido Ferreira. As condições para as inscrições serão divulgadas nas redes sociais do Pavão.    

Visitas presenciais 

As visitas acontecerão de forma agendada, assim que a cidade entrar na fase verde do plano de retomada, que permitirá a abertura de espaços expositivos com circulação maior, informa Mário Braga. “Receberemos, então, no máximo 20 pessoas ao mesmo tempo, o que corresponde a 25% da nossa capacidade. O espaço permanecerá com as janelas abertas para ventilação natural, será obrigatório o uso de máscaras e o teste de temperatura na entrada. Serão disponibilizados todos os itens de higiene recomendados pelas autoridades, bem como a comunicação visual interna lembrando a todos das precauções a serem tomadas”, garante.   

Indicação etária: livre    

O Instituto Pavão Cultural fica na Rua Maria Tereza Dias da Silva, 708, Cidade Universitária, Barão Geraldo, Campinas, SP. Telefone (19) 3397-0040 e WhatsApp (19) 99633-4104 (atendimento das 14h às 20h).   

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